Instituto Villaget, que une moda sustentável e ação social, inaugura loja no dia 11 de novembro em Porto Alegre.

Um projeto social que faz moda. Essa é a base do Instituto Villaget, uma iniciativa criada em Novo Hamburgo há quase 15 anos e que vai inaugurar sua primeira loja na capital gaúcha. O espaço localizado na Rua da República, 269, no bairro Cidade Baixa, abre as portas para receber convidados, imprensa e clientes no sábado, 11 de novembro, das 10h às 22h.

Normalmente, as empresas sustentáveis se preocupam em cuidar do ambiente, com o trabalho justo e com a sobrevivência econômica. Na Villaget, o aspecto social vem em primeiro lugar. Tanto que antes de ser uma empresa que produz moda, a marca é um instituto que apoia a comunidade. “A Villaget nasceu dentro de um projeto social, que por meio do seu instituto, promove inclusão social e capacitação profissional em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana do Rio Grande do Sul”, conta o sociólogo Mário Pereira, responsável pela iniciativa.

O Instituto Villaget foi fundado em 2003 com o objetivo de cuidar da inclusão e do apoio aos jovens. Só depois veio a produção dos tênis, alpargatas e mochilas com material reciclado, como forma de garantir a manutenção das atividades sociais. São cerca de 50 beneficiados com a iniciativa. As crianças de 7 a 14 anos participam de atividades contínuas no contraturno, com apoio para fazer o tema, aulas de iniciação digital, educação e criatividade. Os adolescentes de 15 a 18 anos fazem oficinas de calçados e acessórios e, a partir de 2018, terão aulas de robótica.

Para transformar moda em esperança, a Villaget produz calçados com numeração até o 45 para atender todos os públicos, além de acessórios com materiais de reaproveitamento e veganos. Na produção, são utilizadas lonas recicladas, descartadas pelos calçadistas da região, e algodão reciclado. Os tênis são produzidos por microempresas parcerias, que estimulam o desenvolvimento local e o trabalho justo.

A venda normalmente é feita em feiras e bazares de rua e eventos itinerantes. Inaugurar uma loja em Porto Alegre faz parte da estratégia de expansão da marca e do propósito social. “Encontramos na Cidade Baixa um perfil de consumidor alternativo, com aceitação para produtos com conceito social e ecológico. A ideia é aplicar parte dos recursos obtidos em projetos da capital gaúcha. Assim, o consumidor vai comprar um item sustentável e vegano e ainda trará um impacto positivo para a comunidade local”, destaca Pereira.

 

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